Brigadistas brasileiros que atuarão no Chile se organizam para enfrentar ventos fortes e temperaturas elevadas

8 de janeiro de 2012

#Internacional
 

Os 50 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que seguiram hoje (7) para o Chile montaram um organograma para cooperar com as ações de combate ao incêndio que atinge o país andino. A ideia é atuar nas áreas nativas das florestas de Concepción, na região central chilena, por cerca de 20 dias. Mas esse período pode ser ampliado.

O chefe do Centro Especializado do Sistema Nacional de Prevenção e Combate de Incêndios Florestais do Ibama, José Carlos Mendes, disse à Agência Brasil que os 49 homens e a única mulher do grupo são experientes e já enfrentaram incêndios de grandes dimensões. Mas, segundo ele, a preocupação é que os focos de incêndio se agravem pelas más condições de clima nas regiões afetadas.

“Tudo fica mais difícil porque as temperaturas são elevadas, há baixa umidade e ainda existem ventos fortes que ajudam a propagar o fogo. A situação preocupa bastante”, disse Mendes. “No caso da região de Concepción há áreas nativas e plantadas afetadas. Devemos ajudar na área nativa que é a que estamos acostumados.”

O apoio do Brasil ao Chile conta ainda com a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da aeronave que transportará os 50 brigadistas, a Defesa Civil que arcará com os custos de diárias para os profissionais e o Ministério das Relações Exteriores que coordena as ações. O governo brasileiro se dispôs ainda a enviar homens do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e da Força Nacional, caso as autoridades chilenas solicitem. O país andino pediu auxílio também à Argentina, Austrália e aos Estados Unidos

Única mulher do grupo, Fabíola Siqueira de Lacerda, será a responsável pela área de planejamento das operações dos brigadistas. No dia a dia, Fabíola coordena os cursos de capacitação de brigadistas do Ibama, o que segundo ela, faz com que esteja acostuma a ser “única entre muitos homens”. “Para mim, é absolutamente normal e não influencia em nada”, disse.

Ao ser perguntada se a preocupa o fato de sete bombeiros chilenos terem morrido esta semana ao tentar apagar fogos de incêndio, a brigadista disse que não teme o trabalho que vai desempenhar. “Não há por que ter medo, pois somos treinados para enfrentar esse tipo de situação. O importante é seguir o planejamento e manter sempre uma rota de fuga”, disse.

No Chile, os focos de incêndio se espalharam nos últimos dias. Apenas ontem (6), um incêndio na Região Sul do país causou sete mortes – todas as vítimas eram bombeiros. Em dez dias, mais de 50 incêndios queimaram 50 mil hectares de florestas. As áreas mais afetadas são Bío-Bío, Maule e Araucanie, localizadas a 500 e 700 quilômetros de Santiago, a capital chilena. As labaredas alcançaram também a região da Patagônia argentina.





Fonte: Agência Brasil

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